domingo, 26 de junho de 2011

Teleton

Por alguns anos tive o prazer e a satisfação de "dar vida" ao Teleton.
Momentos como esse acima dão todo sentido ao meu trabalho.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Bonecos Fantasia


Isso é um boneco fantasia e ainda por cima é manipulável.
Vale ver os desenhos propostos e o trabalho realizado.
Fiz esses bonecos para um espetáculo em Campinas. Ainda não vi a peça, mas me diverti muito fazendo esse trabalho.
Ainda falta um personagem que não estou encontrando a foto, mas assim que achar posto.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Essa é bem antiga...

Revista Veja
Fernando Gomes, diretor do programa, e o elenco: 216 000 DVDs vendidos

Com seus 4 pontos de audiência nas manhãs e tardes da TV Cultura, de São Paulo, o programa Cocoricó parece mais modesto do que é. Trata-se, na verdade, de um dos grandes fenômenos da programação infantil atual. Seu sucesso fica claro quando se olha outro número – o da vendagem de DVDs em 2005. Nenhum outro título para crianças teve um desempenho tão bom. Foram 216.000 unidades, contra 183.000 do desenho Bob Esponja ou 100.000 de Xuxa Festa,concorrentes diretos na faixa etária em torno dos 6 anos. O dado é significativo por dois motivos: indica que os pais aprovam a mistura de entretenimento e conteúdo educativo que o Cocoricó oferece e também que as crianças não se cansam de assistir aos episódios – o desejo de repetir continuamente um punhado de histórias ou musiquinhas favoritas é um traço bem conhecido dessa idade. "Como a Cultura é um canal pequeno, oCocoricó não faz muito barulho. Mas, na base do boca-a-boca, ele pegou e está mais que consolidado", diz Ricardo Fiúza, responsável pela área de licenciamentos da emissora.

O Cocoricó investe na velha e boa técnica da manipulação de bonecos. A ação se passa numa fazenda e, entre os personagens, há um rapazote, um porco e três galinhas. O programa surgiu há dez anos – mas, curiosamente, não emplacou logo de cara. Em sua primeira versão, os bonecos eram estáticos demais e surgiam no ar apenas no intervalo de desenhos. Em 2001, sua produção foi interrompida. O Cocoricósó começou a se tornar um fenômeno a partir de 2004, quando reestreou todo reformulado. Os bonecos ganharam mais mobilidade e a ênfase passou a recair sobre divertidos números musicais – cujos clipes são o chamariz do DVD. "Chego a criar canções de três minutos, o que é uma eternidade para um programa infantil", diz o compositor do programa, Hélio Ziskind. Embora o espectador não note, a movimentação dos bonecos do Cocoricó é complexa. O cenário fica suspenso no ar e os operadores passam boa parte do tempo em pé, de frente para um monitor, a fim de checar a posição dos personagens em cena. "Como a imagem que enxergamos é invertida, todo o cuidado é pouco para não fazer um movimento em falso", diz Fernando Gomes, diretor da atração e operador do boneco protagonista, o garoto Júlio.

A Cultura tem tradição em programas infantis. A filosofia de aliar diversão e educação deu frutos como o Bambalalão,sucesso nos anos 80, e também o Rá-Tim-Bum e o Castelo Rá-Tim-Bum, que despontaram na década seguinte. Mas foi comCocoricó que a Cultura aprendeu como lucrar com suas produções. O canal público traçou uma estratégia comercial que hoje permite ao programa pagar seus custos. Graças à criação de uma divisão que gerencia as vendas de produtos associados às atrações, obteve 1 milhão de reais de rendimentos comCocoricó em 2005 – 70% do que faturou com licenciamentos. Isso é que são galinhas dos ovos de ouro.

Entrevista meio antiga...

Recebi esse link, mas não é nada muito novo...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um personagem que adoro...

Gosto muito do vô do Júlio.

Gosto mesmo. Do personagem. Do boneco.
E essa foto abaixo eu particularmente adorei.
Fotos do Alexandre Bissoli.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Saiu no JT

Cocoricó faz 15 anos de diversão
27 de maio de 2011
JULIANA FADDUL
“Quem conhece a gaita já sabe quem está chegando…”. É bem provável que quem viveu a infância nos anos 1990 e 2000 tenha corrido para a frente da TV ao ouvir a estrofe da música de abertura do ‘Cocoricó’. No ar desde 1996, na TV Cultura, a trupe comemora os 15 anos da atração com uma nova temporada, que estreia no dia 11 de junho.
A carreira do protagonista Júlio começou em 1989, quando participou do especial de natal ’Um Banho de Aventura’, também da TV Cultura. “Assim como todo ator, ele ficou um tempo desempregado”, fala o manipulador do boneco e diretor do programa, Fernando Gomes.
Juntos, eles gravam o programa de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h. O emprego foi conquistado em 1996, para substituir o ‘Glub Glub’. Gomes já trabalhava na emissora desde 1986, no extinto ‘Bambalalão’.
Amante do universo infantil, esse garoto de 50 anos se encontrou no mundo das crianças. E conquistou outros cargos na emissora, além de manipulador, confeccionista de bonecos e diretor da atração.
“Minha vida continua normal. Quando assumi a função de gerente do núcleo infanto-juvenil da TV Cultura, a direção sabia do meu compromisso com o Cocoricó”. Nos minutos que antecedem o início das gravações, Gomes se preocupa com as cenas e o roteiro, enquanto o resto do elenco aquece a voz.
Quando encara o personagem, às vezes, o elenco é flagrado resolvendo pequenos problemas com a voz das figuras que interpretam. “Oi? Quem são vocês? Por que você não me avisou que a imprensa viria aqui? Eu teria me arrumado!”, fala Caco, ou melhor, a manipuladora Neusa de Souza, 45, que também empresta a voz à galinha Zazá e a menina Dora.
Após a devida apresentação, a voz estridente do papagaio Caco dá lugar ao timbre mais grave de Neusa. “Sou atriz desde os 15 anos. Mas trabalhar com bonecos é mágico. Você pode ser qualquer coisa”, fala.
Os bonequeiros também precisam alongar os braços. O motivo é a altura dos cenários, que ficam suspensos a, aproximadamente, 1,20m do chão. “É para facilitar nossa locomoção. Mesmo se ficássemos sentados, numa cadeira com rodinhas, seria mais difícil ”, explica Gomes.
Enquanto os manipuladores conversam, é difícil olhar nos olhos deles sem pensar nos bonecos. “Quando alguma criança vem nos visitar, nós não escondemos que manipulamos os bonecos. Eu tiro o Júlio do saco e monto na frente dela. Aí, falo com a criança”, revela. “Mas elas não me enxergam mesmo. Só enxergam o Júlio”, completa.
Para elaborar o roteiro, Fernando Gomes conta com a ajuda de professores e psicólogos. “Eles nos mostram os prós e os contras de cada tema sugerido”, diz o diretor. Para ver essa turma em ação, assista aos próximos episódios do ‘Cocoricó’, que vai ao ar pela TV Cultura, às 11h15, a partir do dia 11 de junho.



A matéria é legal. Valeu Juliana, mas valem pequenas correções:
- Confeccionador de bonecos;
- A "Dora" no programa não é uma menina e sim a tia do Júlio e mãe do João;
- Quando eventualmente alguma criança aparece no estúdio, apresentamos os personagens mesmo sem esconder os manipuladores, mas só aparecemos na frente das crianças já com o personagem vestido nas mãos e "com vida". Não montamos na frente da criança;
- Mais do que "elaborar o roteiro" (pois não sou roteirista), temos uma equipe grande para escolher os temas de cada programa;
- e no box abaixo da matéria se comenta que o programa começou com uma câmera e hoje usa quatro. É um engano, já que é exatamente o contrário. Fazemos o programa com apenas uma câmera.
Bom, é isso!

sábado, 21 de maio de 2011

Prêmio FENSA

Recebi agora essa (única) foto do dia em que recebi o prêmio especial pelo elenco de manipuladores de bonecos, pelo espetáculo "Cocoricó - Uma Aventura no Teatro"em 2009.
Valeu Álvaro Petersen, Carlota Joaquina, Enrique Serrano, Fabiana de Souza, Falcon Mantovani, Hugo Picchi, João Bresser, Joyce Roma, Léo Abel, Luciana Ramanzine, Magda Crudelli, Neusa de Sousa, Rafael Leidens, Ricardo Monastero, Tatiana Booth.
Foto: Nilton Fukuda A/E